De repente virei escritora…

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Hoje, dia 25 de julho, é o dia nacional do escritor. Como blogueira literária, sempre gostei de homenagear meus autores favoritos, afinal, são eles que me fazem sonhar acordada.

Hoje me dei conta de que a data tornou-se ainda mais especial.  Fazendo um pequeno retrospecto, percebi que a escritora Thaisa Lima nasceu (oficialmente) em 2018. Sim, esse é o primeiro ano em que comemoro a data junto aos meus colegas de profissão.

A escrita está presente em minha vida desde muito cedo. Lembro que no jardim de infância, enquanto as crianças desenhavam casas, flores e bonequinhos, eu desenhava letras. Adorava desenhar a letra “a” com um lacinho na “perninha”!

O fascínio e a vontade de aprender a ler, me motivaram a gostar de escrever. Sabe quem sempre foi o meu melhor amigo e confidente? Um diário! Quando aprendi a ler e a escrever, a primeira coisa que providenciei foi um caderno para me acompanhar em minhas aventuras infantis. Num determinado tempo de minha vida cheguei a preencher 4 cadernos de 300 folhas no ano.

A escritora sempre esteve presente, adormecida, lá no fundo da minha mente e de vez em quando ela dava as caras. Quando tinha 10 anos ganhei um concurso de redação, onde concorri com escolas de todos os Estados do Brasil. Crônicas, contos, pequenos poemas… tudo isso era rabiscado em meus diários junto com lindas histórias de amor. Sou romântica… fazer o que?

Tá pensando que é fácil começar a escrever?

Sempre gostei de escrever mas, nunca  imaginei ser capaz de virar uma romancista. Na verdade, o medo (pavor mesmo) de outras pessoas lerem minhas histórias e acharem uma porcaria (ah o medo de ser julgada…) foi minha maior barreira.

As pessoas acham que ser escritor não é trabalhoso. Acreditam que basta sentar de frente à um computador (ou um caderno) e deixar os dedinhos trabalharem, e assim as histórias surgem magicamente. Ledo engano… e quem me dera fosse assim tão simples.

É trabalhoso e às vezes bem doloroso. Escrever boas histórias demanda tempo, dedicação, horas de solidão, pesquisa, comprometimento e muita coragem. Sim, coragem! Vocês não tem ideia do quanto é aterrorizante a expectativa de saber o que as pessoas acharão do seu livro.

Como crítica literária eu sou extremamente exigente comigo mesma. Critico minha própria escrita e sempre acho que tudo tá uma grande porcaria. E eis mais uma barreira para começar. Porém a vida nos prega peças e ela nos dá um empurrãozinho (nem sempre de maneira sutil) as vezes. Depois de acontecimentos que quase me tomaram a vida, eu resolvi perder o medo e começar meu primeiro romance.

Mandei o medo embora e…

Em 2017 tomei coragem e comecei a escrever o Minha Resiliência. Uma ideia que há tempos permeava em minha mente, mas sempre a mantive engavetada. Não era o momento antes, mas ele finalmente surgiu e o rascunho saiu da gaveta.

Quando comecei a escrever o romance, o medo e o desespero me dominaram por diversas vezes. Aqueles diabinhos que ficam martelando em nossa cabeça com frases como “você não vai conseguir”, “você não é capaz”, “nunca vai concluir isso”, “está só perdendo seu tempo”, “ninguém vai querer ler essa porcaria”, dentre outras frases motivacionais (só que não!) me acompanharam no decorrer de todo o processo de escrita.

E o processo de escrita foi  doloroso. Passei por momentos de bloqueio criativo, de desânimo, tive vontade de desistir de tudo. Sem contar que precisei conciliar a escrita com meu trabalho nos blogs e canais no youtube. Não foi fácil…

Noites mal dormidas, finais de semana só em casa, redes sociais desligadas… foram meses nesse ritmo até o momento em que escrevi uma palavrinha que fez todo sacrifício valer a pena.

…e chegou o fim.

Fim. Essa palavra nunca foi tão doce e prazerosa de escrever/ler. No momento em que escrevi um enorme “FIM” no capítulo 41 de Minha Resiliência foi o momento em que eu disse para mim mesma: “Thaisa, agora você é uma escritora de verdade!”.

Aquela sensação maravilhosa de concluir algo, de vencer os obstáculos e de ver que se é capaz. Tudo isso nasceu, junto com a escritora, ao escrever um simples “fim”.

E é por isso que hoje eu quero parabenizar muito mais aos escritores. Hoje eu sei que o processo não é fácil, mas sei que é muito prazeroso e gratificante. Não posso falar ainda sobre o prazer de segurar nas mãos o livro impresso (em breve sentirei quando receber a Antologia ‘O Canto dos Contos’ que meu conto participa), mas posso falar sobre a deliciosa sensação que é quando um leitor diz que leu seu livro e que ele o emocionou profundamente.

Parabéns a todos os escritores nacionais que colocam no papel suas mais loucas fantasias e que são guerreiros para enfrentar esse mar de lutas diárias para conquistar seu cantinho no universo literário!

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About The Author

Nerd, Geek, viciada em livros, youtuber, aspirante a jornalista, apaixonada por animais e nas horas vagas tenta ser engraçadinha.