E no dia Internacional da Igualdade Feminina, como estão as mulheres no universo gamer?

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Não podemos mais declarar que o universo gamer é exclusivamente masculino. É sabido que o número de mulheres que jogam videogames tem crescido bastante nos últimos tempos, mas ainda estamos longe de viver uma igualdade de gêneros nesse meio.

Hoje, dia 26 de agosto, é comemorado o dia Internacional da Igualdade Feminina. A data serve para comemorar os avanços, mas também para refletir e lutar contra a desigualdade de gênero que ainda existe.

Ao longo do tempo, desde o início dessa luta, nós mulheres já conquistamos muitas coisas (apesar de ainda existir muita desigualdade), como por exemplo, direitos na vida profissional e política. Podemos expressar nossa opinião e fazer coisas que não podíamos. As coisas estão mudando, aos poucos, é verdade, mas estão…

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No universo gamer, a presença feminina não é uma novidade. Eu por exemplo entrei nesse mundo dos jogos online a mais de 10 anos (sem falar em consoles) e a quantidade de mulheres que jogavam era bem menor do que atualmente. Um universo machista onde sofremos preconceito (de diversas formas), mas que tem sido “povoado” por mulheres extremamente talentosas e que lutam para mudar a visão errônea de que “videogame é coisa de homem e que mulher não sabe jogar”. As coisas estão mudando, mas ainda temos um longo caminho pela frente…

As mulheres estão invadindo o mundo gamer…

E para provar que videogame é coisa de menina, foi divulgada no dia 16/03, uma pesquisa da Game Brasil 2016, que diz que as mulheres já representam 52,6% do público que joga games no Brasil. O estudo é feito pela agência de tecnologia interativa Sioux, a empresa de pesquisa especializada em consumo Blend New Research e a Game Lab, divisão da ESPM dedicada à experimentação e pesquisa de jogos.

As mulheres gamers estão presentes em diversas plataformas (smartphones, consoles, pc) e em diversas modalidades de jogo. No mundo competitivo dos eSports, times femininos tem aparecido de maneira ainda tímida, mas tem contribuído para a mudança do quadro de desigualdade de gêneros.

Temos ainda um longo caminho a percorrer contra o preconceito. Quem é gamer como eu sabe que passamos por situações constrangedoras nesse meio. Xingamentos, preconceito, julgamento errado sobre nossa capacidade, dentre outras coisas…. são motivos para afastar mulheres talentosas dos jogos, mas isso está mudando e estamos conquistando o nosso lugar.

Que nesse dia de Igualdade, aprendamos o respeito. E que a mulher tenha seu espaço de forma igualitária em qualquer lugar que ela decida estar. Chega dessa separação de “Clube do Bolinha” do “Clube da Luluzinha”.

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Nerd, Geek, viciada em livros, youtuber, aspirante a jornalista, apaixonada por animais e nas horas vagas tenta ser engraçadinha.