A Escola do Terror de Diana Pinto (Resenha)

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Uma história com tudo para dar certo mas que se perdeu no meio do caminho…

Sinopse

 

Uma escola. Vários alunos. Uma turma. A Angelina acaba de chegar à escola sem saber o que a espera. Rapidamente descobre que está no meio de colegas estranhos. Vários assassinatos ocorrem no estabelecimento escolar sem motivo aparente. Os colegas são tudo menos boas pessoas. O mundo escolar pede estudo e empenho, mas nesta turma existe tudo menos isso. Apostas entre alunos, mudanças e escolhas. Quem fala que os adolescentes são bons está certamente enganado.
Será que a Angelina saberá escolher bem as companhias?

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Resenha

Durante meus quase 3 anos de blog, não pensei que chegaria o dia que daria 1 florzinha para um livro, muito menos imaginei que chegaria o momento de “fazer a Glória” e não ser capaz de opinar… A Escola do Terror está de parabéns, foi capaz de me levar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo!

Estou completamente constrangida em fazer essa resenha. Sim, estou porque, me sinto mal em ter que fazer uma crítica tão negativa ao livro. Sei o quanto é importante para o autor suas obras e não quero desmerecer o trabalho de ninguém, mas de verdade, preciso apontar as coisas que me incomodaram nessa leitura. Tá, ela tem coisas boas (afinal levou 1 florzinha e meia), mas as coisas estranhas superaram e muito as boas…

Para ser bem justa, preciso falar que a proposta dessa história é boa. Muito boa por sinal e daria um ótimo livro se ele fosse melhor estruturado. Uma escola onde acontecem assassinatos, com  adolescentes que vivem fechados em grupinhos e como pano de fundo os dramas da adolescência, traz todo um clima de mistério, mas… não foi bem isso que eu senti.

Começando com a sinopse que leva-nos a acreditar que a protagonista é a Angelina, mas que ela se perde no meio da história, desaparece e quando vem aparecer novamente eu já não sabia mais como ela foi parar naquela situação. Foi algo que eu precisei voltar para o início do livro e tentar achar o que eu havia perdido e estou procurando até agora, porque não encontrei. Um plot tão sem sentido que fiquei igual ao meme do John Travolta…

A autora é portuguesa e o livro está em português de Portugal, isso não me incomodou em nada. Estou acostumada a ler livros assim e sei que existe uma pequena diferença na forma de escrita de nossos primos, mas a narração da Diana é  fria e  objetiva de mais (não consigo achar um adjetivo melhor para explicar) que quando cheguei na metade do livro fui pesquisar sobre a autora para ver se não se tratava de uma adolescente, ou até mesmo criança que escreveu o livro.

A narrativa é confusa. Me perdi diversas vezes no decorrer da leitura.  Os diálogos são rasos demais e em diversos momentos fiquei com cara de REALLY? Existem muitas coisas absurdas que acontecem no decorrer da trama. Se tornam absurdas justamente por não ter uma base que as justifique. Coisas que não fazem sentido como por exemplo:

– O que acham da Angelina? – perguntou o Gonçalo.

– É uma rapariga tonta e parece que não sabe se defender. Acho que a devíamos matar. – Respondeu a Mafalda.

Se um professor passa muitos exercícios, “vou lá matá-lo”. Sequestros mirabolantes, mortes sem sentido, dentre outras coisas… Tudo poderia fazer muito sentido se a narrativa fosse bem estruturada e mais detalhada.

Não me pergunte nomes de personagens porque não tem como o leitor se aproximar de algum. Como falei, a narrativa é confusa e não dá para criar vínculo com ninguém.

Apesar de todas essas coisas que já apontei, acabei me envolvendo com a narrativa. Fiquei tão chocada, que quis continuar a ler para saber se em algum momento minha opinião sobre o livro mudaria, já que vi algumas resenhas tão positivas sobre ele, dizendo que o final é tão surpreendente e inesperado que isso acabou me instigando a continuar. Continuei, terminei a leitura e nada mudou. O final teve sim uma reviravolta e um grande clímax, mas era algo que eu já estava esperando acontecer.

Algo muito positivo nesse livro é a mensagem que a autora passou para os leitores. Ela explorou bem os dramas da adolescência, a importância da amizade, da presença dos pais na vida dos filhos e a convivência em sociedade.

Infelizmente esse livro não deu certo comigo, mas leitura é algo muito subjetivo e essa é a minha opinião. A sua pode ser completamente diferente da minha e você pode amar esse livro. Talvez não tenha sido o momento certo para eu ler, ou não tenha sido o tipo de leitura que eu deveria ler no momento. O importante é que você leia e tire suas próprias conclusões.

Se você já leu esse livro, deixe aqui nos comentários a sua opinião (sem dar spoiler) que estou super curiosa pra saber o que você achou!

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Classificação
Narrativa
Personagens
Enredo
Construção do Texto
1.5 Suspense

Uma história com tudo para dar certo mas que se perdeu no meio do caminho...

About The Author

Nerd, Geek, viciada em livros, youtuber, aspirante a jornalista, apaixonada por animais e nas horas vagas tenta ser engraçadinha.

  • Fabio Baptista

    “Acho que a devíamos matar” HUAHAUUHAUHAUHA

    Caramba, Thaisa… parece ser uma bomba, hein? Mas, como você falou, a leitura é bem subjetiva e talvez outras pessoas venham a gostar.

    Boa resenha, sincera como sempre!

    Abração!

    • Thaisa Lima

      POrtuguês de Portugal tem dessas coisas… hahaha

      Pois é, vi pessoas que amaram esse livro. Talvez eu não seja o público alvo. Tenho certeza que outras pessoas terão opiniões diferente da minha e amarão o livro.

      Beijokas

  • Oie, vim conferir a resenha polemica e realmente quando um livro não casa com a gente ou o autor se perdeu nas páginas, arrasa com o leitor. Eu tenho um livro de contos enormes, que tem uns de portugal e outros brasileiros, eu leio uma vez que outra, porque sempre quero falar dos contos.Porém é tudo interessante e gostoso de ler por enquanto, mas realmente é diferente. Espero que tenha leituras melhores. Beijos. http://amagiareal.blogspot.com.br/

    • Thaisa Lima

      Leitura mais que polêmica! hehehehe… Gosto de ler livros em português de Portugal. Sempre é bom conhecer outras culturas. Beijos Elis.